Você provavelmente tem algum curso que comprou e nunca terminou.
Ou talvez tenha terminado.
Até conseguiu o certificado.
Mas nunca colocou aquilo em prática na sua vida.
Alguns desses cursos talvez estejam desatualizados.
Mas outros continuam atuais e podem ser muito úteis.
Você sabe disso.
Talvez já tenha visto outras pessoas aplicando aqueles conhecimentos e conseguindo bons resultados.
Você sabe que o curso funciona.
Então surge uma pergunta:
Por que você não consegue fazer o que sabe que precisa fazer?
O problema talvez não seja o curso
Quando você pensa nas coisas que precisaria fazer para colocar em prática aquilo que aprendeu, provavelmente não sente uma grande animação.
Muito pelo contrário.
Talvez apareça uma voz dentro da sua cabeça dizendo:
“Isso é chato.”
“Eu não tenho tempo para isso.”
“Eu não estudei para fazer esse tipo de coisa.”
“Eu não quero fazer isso.”
Mas talvez nem exista uma voz.
Talvez você simplesmente sinta um desconforto.
Um aperto no estômago.
Uma tensão nos ombros.
Uma vontade de levantar e fazer qualquer outra coisa.
Tomar um café.
Comer alguma coisa.
Dar uma olhada no celular.
E, quando percebe, já está fazendo outra coisa.
Você provavelmente chama isso de procrastinação.
Ou auto sabotagem.
Ou falta de motivação.
Mas será que é apenas isso?
Por que algumas pessoas simplesmente fazem?
Existe uma coisa interessante.
Algumas pessoas também precisam fazer coisas que não são particularmente agradáveis.
Elas também têm tarefas chatas.
Também têm dias em que não estão com vontade.
Também prefeririam fazer outra coisa.
Mas simplesmente fazem o que precisa ser feito.
E, como consequência, conseguem resultados.
Então talvez a diferença não esteja apenas na força de vontade.
Nem na motivação.
Essas coisas podem ajudar de vez em quando.
O problema é que não podemos contar com motivação e força de vontade o tempo todo.
Você não acorda todos os dias com a mesma disposição.
Nem pode esperar sentir vontade antes de realizar tudo aquilo que é importante para você.
Então talvez exista outra diferença.
A diferença pode estar na maneira como você se vê
Imagine que fosse possível olhar para dentro da mente de duas pessoas e comparar o que acontece ali.
Talvez você encontraria uma diferença importante.
A pessoa que consegue fazer determinada coisa pode simplesmente se enxergar como alguém que faz aquilo.
Para ela, aquilo faz parte de quem ela é.
Não existe nada de extraordinário.
É apenas uma tarefa.
Como ir até a farmácia da esquina comprar um remédio.
Ela não precisa fazer uma reunião consigo mesma antes de sair.
Não precisa esperar sentir motivação.
Não precisa pensar:
“Será que hoje eu consigo?”
Ela simplesmente vai.
Agora imagine que, dentro da sua mente, exista uma imagem diferente:
“Eu não sou esse tipo de pessoa.”
“Isso não é para mim.”
“Eu nasci para fazer outra coisa.”
Nesse caso, uma tarefa que poderia ser simples passa a representar alguma coisa muito maior.
Você precisa se forçar.
Precisa se convencer.
Precisa vencer uma resistência.
Precisa encontrar motivação.
E cada vez que isso acontece, a tarefa fica mais pesada.
Quando uma tarefa não combina com quem você acredita ser
É possível que exista uma diferença entre aquilo que você deseja e a imagem que tem de si mesmo.
Você quer determinado resultado.
Sabe o que precisa fazer.
Mas, de alguma maneira, aquilo não combina com a pessoa que você acredita ser.
E quando existe essa distância, fazer se torna difícil.
Não porque você não saiba o que fazer.
Não necessariamente porque seja preguiçoso.
E nem necessariamente porque lhe falte capacidade.
Pode ser porque, internamente, existe uma mensagem parecida com:
“Eu não sou esse tipo de pessoa.”
É uma pequena frase.
Mas pode ter consequências muito grandes.
Porque aquilo que não combina com a nossa identidade tende a exigir esforço.
Muito esforço.
E se fosse diferente?
Agora faça uma experiência.
Pense naquele curso que você comprou.
Pense nas tarefas e atividades que ele propõe.
Imagine que você pudesse fazer tudo aquilo naturalmente.
Com leveza.
Sem aquela sensação de obrigação.
Sem precisar ficar negociando consigo mesmo.
Sem precisar se convencer durante meia hora para começar.
Imagine que fazer aquilo fosse tão simples quanto ir até a esquina comprar um remédio.
Ou como trocar o plano do celular porque você quer ter acesso a outros serviços, mais velocidade e menos limitações.
Não seria muito diferente?
A tarefa continuaria existindo.
Você ainda precisaria fazê-la.
Mas a relação com a tarefa seria outra.
E é justamente aí que começa uma mudança importante.
Não se trata apenas de aprender mais
Talvez você já tenha informação suficiente.
Talvez já saiba o que precisa fazer.
Talvez o próximo passo não seja comprar outro curso, aprender outra técnica ou procurar mais uma explicação.
Talvez seja olhar para a pessoa que você está sendo enquanto tenta colocar tudo isso em prática.
Quem é essa pessoa?
Como ela se vê?
O que ela acredita sobre si mesma?
O que ela considera natural?
E o que, para ela, parece difícil ou até impossível?
Essas perguntas podem abrir uma perspectiva diferente sobre a procrastinação e a dificuldade de colocar em prática aquilo que você já sabe.
Porque talvez a questão não seja simplesmente:
“Como faço para conseguir fazer isso?”
Talvez seja:
“Quem eu preciso me tornar para que fazer isso seja natural para mim?”
Transformação Essencial
É a partir dessa ideia que foi criado o treinamento Transformação Essencial.
A proposta é trabalhar justamente essa mudança.
Não se trata apenas de aprender o que fazer.
Trata-se de olhar para a relação entre aquilo que você quer, a pessoa que você é hoje e a pessoa que precisa se tornar para conseguir fazer aquilo que precisa ser feito.
A mudança não precisa acontecer de uma vez.
Pode começar com pequenos passos.
Uma nova maneira de se perceber.
Uma nova maneira de agir.
Uma pequena mudança que torna a próxima mudança possível.
Até que aquilo que antes exigia muita força passe a fazer parte da sua maneira natural de agir.
Porque talvez o problema não seja que você não sabe o que fazer.
Talvez você já saiba.
Talvez o próximo passo seja descobrir por que fazer aquilo ainda parece tão difícil para você.
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